correm labaredas nas minhas minhas veias
e eu tenho um mar bravio ancorado no estômago.
salpicam cacos no meu peito
enquanto os meus dedos tecem uma extrema unção.
minha cabeça sobrevoa o caos
ditando notas ao desespero que toca a minha língua.
tenho em mim um cálice de horror.
eu não respiro mais a plenos pulmões.
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